Música Zumbi, de Pedro Boi — resistência, memória e identidade ( Análise da música da 1 etapa PAES - UNIMONTES)
Música Zumbi, de Pedro Boi — resistência, memória e identidade
Nesta postagem, apresento os slides sobre a música “Zumbi”, do compositor Pedro Boi, uma das obras cobradas na 1ª etapa do PAES/Unimontes. A canção é um retrato poético e emocionante da luta do povo negro contra a escravidão no Brasil, destacando a força, a resistência e o legado de Zumbi dos Palmares, símbolo maior da liberdade e da dignidade africana no período colonial.
Na letra, Pedro Boi revisita o passado com sensibilidade e consciência histórica. O eu lírico revive o sofrimento da travessia atlântica — o “sacolejo do navio” —, a dor da escravidão e a coragem de resistir. Entre os tambores, a fuga e o desejo de liberdade, surge a evocação de Palmares, o refúgio dos que não aceitaram o cativeiro. A música transforma dor em força, e memória em esperança, reafirmando a importância da cultura afro-brasileira na formação da nossa identidade.
Sobre o autor
Pedro Boi nasceu em 29 de julho de 1953, em Ibiracatu, no norte de Minas Gerais, e cresceu em Montes Claros, em uma família profundamente musical. Desde cedo mostrou talento: aos 9 anos já tocava sanfona e, ainda criança, aprendeu violão observando amigos. Iniciou sua carreira nos festivais regionais, formando o Grupo Agreste ao lado de Ildeu Braúna e outros artistas, em 1977.
O grupo alcançou reconhecimento nacional quando as músicas “Zumbi” e “Jaíba”, de autoria de Pedro Boi e Braúna, integraram a trilha sonora da novela “Rosa Baiana” (1980). Após o fim do grupo, Pedro Boi seguiu carreira solo, levando a cultura e os ritmos do sertão norte-mineiro para todo o país. Com sua poesia simples e profunda, ele continua sendo uma referência da música regional e da valorização das raízes culturais do povo mineiro.
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